Experiência, renovação e luta
Gestão democrática do Sindicato
ao lado das lutas das professoras e dos professores
das escolas particulares de São Paulo
A atual diretoria do Sinprosp está se candidatando a um novo mandato para a gestão do nosso Sindicato. Com uma composição renovada de parte de seus integrantes e com a experiência acumulada nas gestões em que esteve à frente da entidade, o grupo que apresenta as propostas desenvolvidas aqui acredita que tem muito a contribuir para a consolidação e para o aperfeiçoamento dos direitos já conquistados pelos docentes de todos os níveis e segmentos do ensino, ao mesmo tempo em que renova seu compromisso com a defesa dos princípios fundamentais da cidadania, todos eles inseparáveis da natureza das atividades de educadoras e educadores que somos: o respeito radical à democracia e à absoluta liberdade de pensamento e de expressão, a luta contra qualquer forma de discriminação racial, a defesa intransigente da identidade e do respeito às marcas constitutivas da alteridade, à razão como fundamento das práticas da Liberdade e da Justiça Social. Somos Humanistas, e não há outra forma de contextualizar o que pensamos senão com a referência direta aos fundamentos das nossas ideias.
No Brasil dos dias que estamos vivendo não é muito simples assumir a defesa e a disposição de luta em torno desses princípios. Nosso país atravessa um momento de profunda anomia ético-política marcado pela variada perda de referências em razão das tentativas nos últimos anos de construção de um projeto autoritário e obscurantista de poder. A Educação está entre as principais vítimas disso, ao lado de outros tantos setores da vida nacional onde se instituiu o precário como virtude, do meio ambiente ao trabalho, da saúde à habitação, das práticas religiosas à violência social. Até mesmo na crítica, no melhor estilo bolsonarista, o engraçadismo dos memes e a grosseria do xingamento e da simplificação fácil e rasteira tentam se impor à seriedade e à reflexão, como temos testemunhado no interior da nossa própria categoria. Se isso for verdade, como parece que é, as professoras e os professores estão entre os profissionais que não podem abdicar de sua responsabilidade pública, não só no terreno dos valores que defendem pela natureza do que fazem, mas no campo do reconhecimento que seu trabalho exige por seu envolvimento com a Escola e com a própria civilidade.
Nosso Sindicato está profundamente comprometido com essa ideia. Nós não podemos aceitar, sob nenhum argumento, que o processo irracional da privatização do ensino – da pré-escola à Universidade – destrua o patrimônio cultural do conhecimento em nome da financeirização das práticas educacionais. É um crime indescritível e inadmissível que agentes públicos da sociedade brasileira tenham permitido que o cenário da educação nacional tenha se transformado nesse bazaar de oportunismos e de negociatas com apelos desprovidos de quaisquer desafios científicos ou intelectuais que possam, de alguma forma, construir uma sociedade moderna e progressista, exceto nos redutos institucionais das elites cuja função é exatamente a de reproduzir aquilo em que nos transformamos e tirar proveito disso: uma nação moderna e miserável, campeã dos índices mundiais de desrespeito aos Direitos Humanos. Para quem duvida do realismo dessa intepretação, sugere-se uma mirada ao redor.
Pois é justamente pela necessidade de dar combate a esses simulacros todos que o Sinprosp tem que prosseguir na linha de atuação que sua diretoria vem mantendo e com a qual a Chapa Um – Renovação, Experiência e Luta, encontra-se ideologicamente comprometida. O truísmo ‘Sindicato é para lutar’ é conhecido nosso desde sempre e é graças ao seu caráter de doutrina de ação desta diretoria que temos hoje um imenso patrimônio em cuja defesa continuaremos radicalmente empenhados no novo mandato.